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Intervalo dissonante

Não, não pergunte,

Porquanto você identifica um rosto desfigurado,

Egrégio, no mínimo insigne,

Feição cadavérica, sorriso farsante,

Como lágrimas contínuas, retilíneas de imagens estáticas,

Como um buraco negro em olhos de inúmeros sentimentos.

Não pergunte, não mergulhe de cabeça em respostas rasas,

Atenção ao jogo travesso: presença de insuficiência de autoconhecimento.

Atenção na chamativa flor higanbana,

Não se engane pela expressão caluniosa de felicidade,

Atenção, só assim você identifica o erro nos semblantes dos “inefáveis”.


Convidado ao palácio de Valhalla, mas recebido pelo âmago Hades,

Logo, a balbúrdia de Odin com a finalidade de exclusão do infeliz ádvena,

Logo, a exclusão do anômalo em meio a holofotes do tal Apollo,

Sinto informar-te, anjo de asas pretas, seu lugar é tampouco grego ou nórdico.

Defenestrado por Loki, caio em infernos análogos ao Tártaro,

Caio em infernos, caio no meio daquelas multidões infelizes e hipócritas,

Medrosas, repressivas, cheias de amores putrefatos,

Vazias de verossimilhanças mentais, sequer empatia. Curingas.


Fato, você já sabe.

Mas por que perguntas, pequena Heméra “desconstruída”?

A verbalização, o ato de jogar com a persuasão, a “verdade”,

O exímio? Acredito no antônimo de “Deus”, uma vez que a verdade mente.

Ah... sanidade... a própria imagem de uma arte abstrata, um rasgo mental,

Uma lágrima, um sorriso, a expressão de tristeza numa face falecida,

Os olhos fechados que veem os indivíduos irreais, mentais,

Mas que personificam a mentira de modo asqueroso, real,

Não leve a sério, afinal, o que é um pícaro senão um Deus da mentira?


Lucas Cardoso

Estudante do 3º ano do Ensino Médio 2021, trabalhando a escrita desde 2018. Possui o objetivo de aprovação em uma Universidade Federal para Medicina.

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