Seja amigo dos seus professores!

Olá, alunos do Integral Itajaí, como vocês estão? Antes de mais nada, quero dizer que escrevo com muito prazer (e uma certa ansiedade) a cada um de vocês, afinal são alunos inteligentes, inteligentes o suficiente para tomarem desde já uma decisão que a mim só coube mais tarde: fazer parte dessa equipe.


Então, meus parabéns por estarem aqui e parabéns em dobro caso aprendam tão logo a aproveitar cada um dos professores, que têm muito a ensinar dentro e fora de sala de aula. Tanto isso é verdade que simplesmente não pude deixar de aprender com eles; passados dois anos que saí da rotina de pré-vestibular, ainda mantenho contato com vários professores, e assim me foi feito o convite para estar aqui hoje. Obrigado!



Atualmente, moro em Pelotas (RS) e estou no 3º período do curso de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Sendo assim, decorridos já alguns anos em Ensino Médio, Pré-Vestibular e Ensino Superior, ocorreu-me a ideia de falar um pouco sobre expectativas e realidades com que me deparei depois desses anos. Aqui, cabe um alerta básico que poderão levar para o restante de sua caminhada: cada indivíduo necessita passar e passará pela sua própria experiência, terá suas próprias impressões e frustrações e terá seu próprio tempo para isso. Não extraiam verdades das minhas palavras, mas sim dicas de uma pessoa apaixonada pela educação.


Ao pensar nesta comparação entre expectativas e realidades, é intuitivo e imediato que eu lhes conte uma notícia não muito otimista a uma primeira vista: o clichê de que “sempre fica mais difícil” é uma fala que eu e vários colegas não paramos de ouvir e, até agora, sempre foi uma verdade. A notícia boa? Sempre dá para deixar tudo mais leve.


“Deixar tudo mais leve” com certeza foi uma mentalidade que me ajudou em toda a minha trajetória. Mesmo sempre estudando e tentando me manter minimamente dedicado, desde o Ensino Fundamental nunca saí de uma manhã de aulas sem ter dado uma risada, sem ter feito alguém rir ou sem deixar de conversar com algum colega nos intervalos e, às vezes, até sem deixar de ir para a direção por conversar dentro de sala (não repitam esse exemplo, não muito...).


Por conta disso, posso dizer que os retornos de ônibus com meu amigo Guilherme até Balneário foram decisivos. Relembrar as piadas de professores por uma semana inteira, contar outras, contar histórias eram o suficiente para nos fazer chorar de rir até o cobrador olhar com uma cara estranha. Mas, acima de tudo, suficientes e necessárias para que eu e ele tivéssemos forças para estudar mais chegando em casa e tivéssemos intimidade para aprendermos juntos, sempre compartilhando exercícios que não sabíamos resolver, por exemplo.


No entanto, de todos os mecanismos que vocês devem começar desde já a procurar para “deixar tudo mais leve” (uma leitura de um livro, uma atividade física ou uma simples risada), o mais eficiente sem dúvidas é “ser apaixonado pelo conhecimento”; isto é, sentirem-se bem e satisfeitos por aprenderem mais sobre determinado assunto, qualquer que seja ele (aqui mora o detalhe). Até minha formatura no Ensino Médio, eu havia prestado vestibulares para 5 cursos diferentes e só optei pelo curso de medicina no meu primeiro ano de pré-vestibular, lá estava justamente porque não tinha certezas o suficiente para escolher um curso superior, mas minha intuição sempre me disse para estudar. Assim sendo, superei minha indecisão, característica minha até hoje, com outro atributo meu: sede por conhecimento.


Acreditem, estudar por prazer é possível e, mais que isso, necessário para desempenhar com excelência qualquer função. Afinal, uma das maiores quebras de expectativa que tive no Ensino Superior foi a de que eu gostaria igualmente de todas as disciplinas estudadas. Isso não é verdade em nenhuma área e nem mesmo lá na frente, o “trabalho perfeito” existirá. Então, não cabe a nós relembrar a todo instante aquela ferida ali, cabe a nós acharmos jeitos de esquecermos dela até que não doa mais e não nos impeça de continuar nossa caminhada. Um jeito ótimo de começar a estudar por prazer é criando um hábito, reservando horários no contraturno para isso desde cedo, desculpem-me os procrastinadores, mas não existe alternativa; quanto mais cedo constatarem isso melhor, e eu assumo o fardo de ser um dos primeiros a comunicar isso.


Felizmente, existe outro hábito que ao longo dos anos só me fez colher frutos positivos: seja amigo dos seus professores! Olhe-os com admiração, além de saberem muito, eles fazem de tudo para que você aprenda tanto quanto eles, e se sentem extremamente satisfeitos quando conseguem esse resultado. Respeite-os e compartilhe experiências com eles também. Agradeça. Esses são hábitos mais fáceis de serem enraizados, então não demore a fazê-los.


Depois de tudo o que foi dito, entre coisas agradáveis e desagradáveis de serem ouvidas, termino com uma notícia boa: tudo fica bem. Dias bons e ruins existem, é normal, saiba os momentos de exercer a humildade e não se cobrar tanto. Não posso escrever aqui como uma verdade, mas apesar de qualquer trajetória turbulenta, pessoas humildes, dedicadas, focadas e amigáveis só têm a ganhar em qualquer área de sua vida. No mais, principalmente você que começa sua trajetória agora, aproveite muito!


Abraços! Sucesso e foco sempre! Sejam bem-vindos!


Paulo Müller

Ex-aluno do Curso e Colégio Integral de Itajaí. É jogador de pôquer e xadrez, escritor nas horas vagas, estudante de Medicina na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e ministra aulas particulares de biologia e matemática. Além da UFPel, obteve aprovações em Medicina na UNIVALI, UFMT e UFSM. Contato: paulo.guilhermemuller@gmail.com.

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